A curiosa culinária camaronesa em São Paulo

O diminuto país africano está muito bem representado no vasto cenário gastronômico na cidade.

NDOLÉ

A capital paulista é uma vastidão de opções gastronômicas. Para além dos costumeiros restaurantes italianos, espanhóis, portugueses, árabes, armênios, chineses e japoneses, para citarmos apenas algumas nacionalidades mais presentes, há também culinárias bem menos difundidas e que se encontram por aqui de países como Bulgária, Bélgica, Coreia do Sul, Colômbia, Honduras, Irã e Grécia.

A República dos Camarões, um pequeno país situado na costa oeste africana, está representada por um pequeno restaurante no centro de São Paulo, o Biyou’z, no qual a simpática chef camaronesa Melanito Biyouha prepara receitas típicas de seu país de origem, bem como pratos de nações vizinhas, como Nigéria e Costa do Marfim. Num dia de calor infernal, o Clube Paladar visitou o local e experimentou o Ndolé, um prato rústico, saboroso e muito popular nos Camarões, que combina um exótico creme à base de amendoins, folhas de boldo e camarões moídos, servido com nacos de carne cozida e banana da terra cozida ou frita.
Há outros pratos bastante curiosos, como o exótico Mbongo Tchobi, uma espécie de bagre servido com um tempero africano escuro, acompanhado de mandioca. Ou o Attieke, uma combinação de cuscuz de mandioca, peixe frito, vinagrete, refogado de tomate e ovo cozido. Ou, ainda, a cachopa, uma sopa de legumes com milho, pedaços de galinha, carne de boi, linguiça e peixe. Há, também, em menor número, pratos para veganos e vegetarianos.
A chef Melanito já esteve presente em diversos artigos de gastronomia nas principais revistas brasileiras e goza de grande reputação, tendo sido cozinheira oficial da Copa das Nações, na África. As paredes do pequeno restaurante estão cobertas de reproduções de capas de revistas e artigos publicados, bem como fotografias suas ao lado de celebridades locais e mundiais, como o craque camaronês Samuel Eto’o. Como não sabíamos exatamente como seria o prato escolhido pela chef para nossa reportagem, arriscamos levar um espumante, e a escolha se mostrou acertada.

Biyou’ZAlameda Barão de Limeira, 19, Campos Elíseos, São Paulo, SP, (11) 3221-6806

Para harmonizar:
ESPUMANTE TERRA SERENA EXTRA DRY ROSE
PAÍS: Itália
REGIÃO: Vêneto
UVA: 90% Glera (antiga Prosecco) e 10% Merlot
ÁLCOOL: 11%
PRODUTOR: Terra Serena
Um espumante rosé simples e versátil, de coloração vermelho-cereja. Aromas frutados e, no paladar, muito frescor e leveza. Combinou muito bem com o exótico prato africano e vai muito bem com snacks frios, canapés e frituras, como bolinho e isca de bacalhau, ou para um brinde sem comida ao fim de tarde com amigos.

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