A força das mulheres no mundo dos vinhos

Como o empoderamento e a liderança feminina têm impactado a vitivinicultura

mulheres vinícola

Em um cenário predominantemente masculino, as mulheres têm mostrado cada vez mais seu poder empreendedor, ganhando voz e agregando valor ao mundo dos vinhos. Em etapas que vão desde investimento e implantação das parreiras até degustação e avaliação dos vinhos, grandes nomes têm se tornado inspiração para as novas gerações apaixonadas pela vitivinicultura.

Sempre antenadas e ligadas aos mais diversos assuntos, enólogas ou sommelières têm gerado um grande impacto positivo para esse setor. Por isso, confira um pouco da história das mulheres que são referências de peso no mundo dos vinhos e símbolo de inspiração. Além disso, preparamos algumas dicas-chaves para quem deseja começar a empreender nesse universo.

Exemplos de competência e superação

  • Barbe-Nicole Clicquot Ponsardin

Responsável por inovar no setor dos vinhos espumantes na década de 1800, Clicquot quebrou diversas barreiras sociais ao assumir os negócios do seu falecido marido. Foi responsável por transformar a bebida Veuve Clicquot em champanhe de luxo, devido à seleção rigorosa das uvas utilizadas em sua produção — marca que atualmente é destaque no mundo inteiro.

  • Baronesa Philippine Rothschild

Em 2014, o mundo perdeu uma das mulheres mais poderosas da viticultura. Conhecida por seu Bordeaux de altíssima qualidade, a baronesa Philippine continua sendo referência quando se trata de vinhos nobres. Sua carreira, que iniciou como atriz, rapidamente foi modificada ao assumir os negócios da família em 1988. Com sua visão empreendedora, foi capaz de modernizar e expandir a marca, tornando-se uma das maiores exportadoras de vinhos.

  • Susana Balbo

Com uma trajetória única, Susana — que veio de uma família tradicional — foi a primeira argentina a se tornar enóloga. Especialista em produzir vinhos Torrontés, também criou rótulos excepcionais utilizando Malbec. Hoje com mais de 30 anos de carreira e crescimento constante, é destaque no cenário internacional. Durante muitos anos, foi presidente do Wines of Argentina (WOFA), organização responsável por promover os vinhos argentinos pelo mundo.

Como começar a empreender no mundo dos vinhos?

Antes de mais nada, vale a pena ressaltar que a maioria das propriedades de vitivinicultura no Brasil são de pequeno e médio porte. Ou seja, a ideia de que para iniciar nesse negócio é preciso ter áreas gigantescas ou uma empresa já estruturada não é verídica — além da produção da matéria-prima em si, há diversas outras oportunidades de empreendimento relacionadas ao vinho.

O mercado consumidor vem buscando alternativas artesanais, valorizando assim o produtor familiar e as microempresas. Assim como as cervejas artesanais conquistaram o público recentemente, a tendência é de que o setor de vinhos precise cada vez mais de bons fornecedores.

Para quem deseja tirar as ideias do papel e começar a trilhar uma carreira de sucesso na vitivinicultura, o passo primordial é buscar cursos de qualidade que ofereçam todo o suporte necessário de acordo com o seu foco e objetivo de negócio. Para isso, é possível investir tanto em opções presenciais quanto a distância.

Estudar a região onde você deseja começar o seu negócio também é de extrema importância. Se o seu empreendimento for focado na produção das uvas, por exemplo, o clima e a variação de temperatura e luz afetarão diretamente escolhas fundamentais, como o tipo ideal da fruta.

Por fim, será preciso conhecer o público-alvo para saber como introduzir o seu novo produto no mercado de forma estratégica. Mais do que apenas agradar o paladar, o seu produto precisa despertar sensações — por isso, investir no bom relacionamento do público com sua marca é essencial para se posicionar rumo ao sucesso.

Pronto! Agora você já pode fazer parte da nova geração de mulheres do vinho que estão dispostas a deixarem a sua própria marca na História.

 

Autoria: Amanda de Campos Pedro Bino.

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