Classificações do Vinho na Itália

A filosofia por detrás destas classificações é a coexistência, num mesmo território, de mais de uma denominação

Classificações do Vinho

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A filosofia que inspirou a criação e a regulamentação da lei que classifica vinhos (e também outros alimentos) de qualidade produzidos nas diferentes regiões é o conceito “pirâmide de qualidade”, cuja ordem crescente é: IGT, “Indicazione Geografica Tipica”, DOC, “Denominazione de Origine Controllata” e DOCG, “Denominazione de Origine Controllata e Garantita”.

A filosofia dessa pirâmide é a coexistência, num mesmo território e para os mesmos vinhedos, de mais de uma denominação, bem como permitir diferenciações por fatores diversos, como momentos distintos de colheita e de processos e formas de comercialização de produtos. Esse sistema garante a coerência de qualidade dentro de suas definições de origem e denominação.

Itália

As regiões DOCs e DOCGs têm diferentes conjuntos de regras (normativas) em relação à classificação IGT, mais simples, por conta do controle e das análises organolépticas do vinho. Os vinhos DOCG são regulamentados com certas normas e disciplinas, localizados em zona de produção muito precisa e reconhecida, podendo ter uma subzona ou, até mesmo, se restringir a uma área específica dentro de uma região, a chamada fração de região, como um único vinhedo.

Uma DOCG pode ser até mesmo uma porção restrita dentro de uma DOC. Quando um vinho DOC é reconhecido há mais de cinco anos, ele pode ser “promovido” a DOCG. Nas DOCGs, além do duplo controle de qualidade, que se estende desde o vinhedo até o engarrafamento, é imprescindível identificar a safra na garrafa. No total, são 73 DOCGs italianas, ordenadas por região, mas nem todas as 20 regiões italianas produzem vinhos com classificação DOCGs.

A importância das denominações por intermédio da classificação de pirâmide reflete na competitividade da viticultura italiana dentro do cenário mundial.

Desde a implementação das normativas de classificação, várias reformas já foram propostas e muitos produtores questionam as qualificações.No final das contas, apesar da complexidade envolvida na delimitação de uma denominação e outra e nas intermináveis questões que se apresentam, as DOCs e as DOCGs comprovadamente têm importância fundamental,não somente no controle de qualidade do vinho italiano, com a constante melhoria da viticultura italiana, mas também garantindo o valor do “Made in Italy” mundo afora.

A presto.

Autor: Patrícia Kozmann, brasileira radicada em Verona, é travel expert em itinerários enogastronômicos na Itália e colaboradora direta da Vinitaly, a maior feira de vinhos do mundo.

Foto: Steven Soenens

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