Como Escolher um Vinho para Presente?

Eis aí uma excelente opção para presentear amigos e familiares: o vinho. Mas… qual vinho? Como escolher um boa garrafa para presentear?

Vinho para Presente

Conheça as diversas opções de uvas e regiões para degustar no Clube Paladar, o Clube de Vinhos do Estadão.

Eis aí uma excelente opção para presentear amigos e familiares: o vinho. Mas… qual vinho? Como escolher um boa garrafa para presentear um amigo, um parente ou colega de trabalho, se as vezes temos certas dúvidas na hora de escolher um rótulo para nós mesmos? Aqui vão algumas dicas que podem ajudar, para quando estivermos diante de centenas de opções no supermercado ou em uma loja de vinhos. Na loja de vinhos certamente podemos contar com o auxílio de um profissional vendedor que irá nos auxiliar a fazer uma escolha acertada, mas no supermercado as pessoas se veem sozinhas diante de um mundo de opções de estilos, uvas, preços e, é claro, diferentes qualidades. Como saber?

É bastante comum nos guiarmos pelo nosso próprio gosto, mas nem sempre ele garante a melhor escolha. Pode parecer óbvio, mas a primeira dica é saber o quanto a pessoa realmente aprecia vinhos. Certa vez, perguntei a um amigo se ele gostava de vinhos, e o dito cujo respondeu entusiasticamente “Ah, eu adoro vinho!” Então eu lhe dei uma garrafa de vinho, a qual ele desembrulhou com visível alegria. Em seguida, abriu uma cristaleira em sua sala e lá colocou a garrafa, junto a antigas taças finas e delicadas, certamente fruto de herança familiar. Durante alguns anos, frequentei a casa desta pessoa esporadicamente, e em todas as vezes, lá estava o vinho, parado há anos dentro da cristaleira, exposto a algumas horas de sol, luz e calor, na mesma posição em que o amigo a havia colocado. Não era um vinho de guarda, e certamente já estava morto há tempos, enfeitando a cristaleira.

A segunda dica para escolher um vinho acertadamente é conhecer os hábitos e gostos da pessoa que desejamos presentear. Um dado estatístico pode ajudar: No Brasil, consome-se em torno de 80-85% de vinhos tintos e apenas 15-20% de vinhos brancos. Somos um país predominantemente tropical, mas a preferência destacada por tintos evidencia que o brasileiro ainda tem muito a aprender sobre vinhos e, principalmente, aprender a beber vinhos brancos e conhecer sua encantadora diversidade. Por exemplo, o amigo que iremos presentear gosta muito de churrasco? Então nossa escolha deve recair sobre vinhos tintos mais encorpados e potentes, que combinem bem com carnes grelhadas. A pessoa é vegetariana ou aprecia muito pratos leves? Neste caso, devemos evitar os vinhos encorpados e muito alcoólicos e escolher um tinto mais sutil que não atropele uma comida delicada. O amigo é louco por frutos do mar e pescados? Então as melhores opções são os vinhos brancos mais frescos e delicados. E aquele amigo que ama presunto Parma, embutidos e carnes curadas? Para estes, uma excelente opção é um branco, sem passagem por barrica ou então, um espumante seco, uma escolha quase infalível. Quanto aquele nosso amigo fanático por doces e sobremesas, certamente ficará muito feliz ao ganhar um vinho de colheita tardia (frequentemente identificado no rótulo como Colheita Tardia ou, em inglês, Late Harvest). Outra opção acertada para os adeptos de doces e sobremesas é um espumante Demi sec, ou seja, meio doce.

É corriqueiro a pessoa começar a beber tintos encorpados, como um Malbec ou Cabernet Sauvignon, e permanecer bebendo este tipo de vinho, por gosto e hábito. Então, um dia, em uma festa na casa de amigos, alguém levou um bom Pinot Noir, leve e delicado. E ao experimentá-lo, é comum ouvir a seguinte observação: “Este vinho é meio ralo, meio fraquinho, não é mesmo? Acho que eu prefiro este outro aqui” (e aponta uma garrafa de Cabernet Sauvignon, Malbec ou Merlot, por exemplo. Dai observamos a pessoa beber um gole e dizer enfaticamente: “Ah, eu prefiro mil vezes esse”. Isso se dá pelo hábito: aprendeu a beber vinho encorpado, e agora, se quiser, vai ter de aprender a beber vinhos delicados, e esse aprendizado não é imediato. É preciso algumas experiências até calibrar o paladar para vinhos radicalmente diferentes daquele a qual se está acostumado.

Por esses motivos, é preciso saber os gostos pessoais para acertarmos na escolha. Tão importante quanto é saber se a pessoa que iremos presentear tem a cabeça aberta a experiências, ou é daquelas que só bebe um tipo de vinho. Os de cabeça mais aberta a experiências certamente tentarão entender melhor o vinho que ganharam.

Por fim, se não conhecemos a pessoa o suficiente para saber de seus gostos pessoais, é sempre positivo perguntarmos aos amigos daquele que iremos presentear, a respeito dos gostos da pessoa. As respostas certamente irão nortear melhor a escolha do vinho mais acertado.

Confira aqui, os vinhos de nossa loja!

Saúde!

Texto:Johnny Mazzilli

Receba mais conteúdo por e-mail


Posts relacionados