Conheça as diferenças entre os tipos de garrafa de vinho

Os formatos, as cores e os tamanhos das garrafas fazem a diferença no processo de preservação do vinho

garrafas

Para se produzir um bom vinho é preciso utilizar uvas de alta qualidade, cuidar para que a maceração, a decantação, a fermentação e a maturação sejam feitas na medida e, por mais impressionante que possa parecer, é essencial saber escolher o tipo de garrafa certo — item essencial na hora de produzir o rótulo, podendo variar em tamanho, cor e formato.

Entenda qual é a importância de todas as especificidades e a razão de elas existirem.

O formato da garrafa

Os vinhos são colocados em diferentes tipos de vidro, divididos em quatro opções: Borgonha, Bordeaux, Champagne e Alsácia. Cada estilo é específico para um tipo de bebida.

A garrafa Borgonha tem “ombros” mais tênues e corpo mais largo, em um desenho perfeito para reduzir o acúmulo de resíduos sólidos com o passar do tempo, por exemplo, para bebidas menos tânicas e encorpadas. É muito comum encontrar esse tipo para os vinhos brancos e Pinot.

(Fonte: Pexels)

O formato Bordeaux (ou Bordalesa) tem “ombros” mais altos e corpo reto, sendo o modelo certo para bebidas que devem ficar guardadas e envelhecendo. É o casco mais comum encontrado nos mercados. As características de seu desenho impedem que as borras do vinho caiam na taça na hora de servir, já que elas ficam acumuladas na parte superior da garrafa.

(Fonte: Pexels)

O desenho da garrafa Champagne é muito semelhante ao da Borgonha, com as curvas de cima mais tênues e o corpo mais largo. A diferença está na espessura do vidro, que é mais grosso que a maioria, para que fique mais resistente à pressão do gás.

(Fonte: Pexels)

Alsácia é um formato de casco mais alongado e com as curvas de cima sutilmente delineadas. É um tipo mais difícil de encontrar e um estilo específico das bebidas da região da Europa Central, como Alsácia (França) e Riesling (Alemanha).

(Fonte: WSHG/Reprodução)

A cor da garrafa

A coloração funciona como uma espécie de “proteção” para a bebida e está dividida em três opções principais: transparente, verde e âmbar. A primeira é a que protege menos e a última é a que protege mais. Além disso, a tradição e a cultura interferem na cor do vidro: as garrafas da região de Reno, na Alemanha, por exemplo, são marrons.

As garrafas transparentes são indicadas para vinhos jovens e de consumo mais rápido. É um modelo que aproxima a ideia de marketing, já que destaca a coloração dos vinhos rosé e branco. Porém, a transparência não protege a bebida da luz, fazendo com que oxide de maneira mais rápida. Por conta disso, fique atento para a idade do vinho quando for comprar um que tenha uma garrafa translúcida.

Os modelos esverdeados são os mais comuns no mercado, já que essa cor de vidro bloqueia entre 30% e 60% da incidência da luz sobre a bebida; com isso, o processo de envelhecimento e oxidação acontece de maneira mais lenta.

Já as garrafas âmbar são as que mais protegem contra a luz, bloqueando até 90% da iluminação do ambiente. É a coloração certa para vinhos que precisam evoluir e envelhecer com qualidade, como os famosos vinhos do Porto.

O tamanho da garrafa

Existem 13 tamanhos para os cascos de vinho. O padrão e mais comum é o de 750 mililitros. Acredita-se que esse tamanho se tornou comum por causa dos barris de vinho de Bordeaux: segundo a lenda, os 225 litros da bebida que eram mantidos nas barricas bordalesas rendiam exatas 300 garrafas de 750 ml.

(Fonte: Grand Cru/Reprodução)

A concavidade do fundo

Mais conhecida como “buraco no fundo da garrafa”, a concavidade serve, na maioria dos casos, para facilitar o transporte dos vinhos. As embalagens são empilhadas nos contêineres com o bico de uma encaixado na concavidade da outra, ajudando a empilhá-las em maior quantidade e por distâncias mais longas.

Agora que você sabe tudo sobre os tipos de garrafa, que tal aplicar seus aprendizados na próxima vez que for às compras? Fique atento e confira se o vinho que você está adquirindo está na garrafa correta.

 

Autoria: Gabriel Lopes Witiuk.

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