Interessantes Efeitos

Estereótipo ou precisão científica? Li recentemente sobre uma pesquisa que analisa os efeitos do álcool em diferentes povos e passei a querer entender mais do assunto, com o tema terminando nos alegados efeitos do tartufo branco, iguaria Piemontesa.

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O estudo foi conduzido pela empresa YouGov, líder internacional de pesquisa de mercado baseada na internet, sediada no Reino Unido, com operações na Europa, na América do Norte, no Oriente Médio e na ÁsiaPacífi
co. Envolveu oito países europeus e demonstrou como eles fazem uso do álcool.

Uma característica que os cidadãos da Alemanha, Dinamarca, Finlândia, França, Itália, Noruega, Suécia e Espanha têm em comum é que a bebida mais “popular” ainda é a cerveja, embora alguns drinques também sejam apreciados em segunda posição (Alemanha e França). Já os italianos preferem o vinho espumante, que aqui chamamos carinhosamente de bollicine. A maioria da população europeia experimentou uma bebida alcoólica entre os 15 e 17 anos.

A diferença mais evidente na pesquisa foi o comportamento e o efeito diferentes entre cada população, resultante da ingestão de álcool. Um a cada quatro alemães que ingeriram álcool reconhecem que ficaram
mais polêmicos ou criaram uma argumentação após beberem álcool. Um a cada cinco suecos, por sua vez, disseram ter feito sexo após a ingestão de álcool. De todas as nacionalidades entrevistadas, os espanhóis são os que bebem mais frequentemente e acreditam que o álcool traz benefícios à saúde. Em relação aos europeus do norte, os do
sul tendem a começar a beber com mais idade, porém ingerem o álcool com mais frequência, como parte de suas vidas. Muitos espanhóis afirmam beber todos os dias, e somente 12% diz ter bebido uma vez ao mês. Os franceses e italianos são os consumidores mais assíduos. Em contraste, somente 2% dos finlandeses, noruegueses e suecos bebem diariamente e de 22% a 24% deles bebem menos de uma vez ao mês.

O principal motivo para o consumo de álcool é, em geral, a ideia que pode trazer benefícios à saúde. Em segundo lugar, estão os motivos de comemoração e o sabor da bebida. Alemães, italianos e noruegueses gostam de beber para comemorar, enquanto os dinamarqueses, fi nlandeses, suecos e espanhóis são mais motivados pelo sabor da bebida. A maioria da população gosta de beber em casa, já os espanhóis adoram um bar.

MAS COMO ISSO SE REFLETE NO
POVO BRASILEIRO?

Pouco se sabe como o consumo do álcool reflete no brasileiro e quais são as principais motivações para seu consumo. O que se conhece é o básico, que os homens consomem mais do que as mulheres (mas as mulheres vêm comprando cada vez maisvinho) e que a bebida mais consumida ainda é a cerveja. Interessante foi descobrir que a tendência é aumentar o consumo nos próximos anos. Isso demonstra também que o consumidor busca mais informações sobre a bebida que vai ingerir. Ainda pensando no mesmo assunto desta coluna, resolvi pesquisar os efeitos do tartufo bianco (trufa branca), preciosa iguaria encontrada na natureza nas regiões do Piemonte, na Itália, e também na França.

Isso me ocorreu, pois estamos em plena estação de caça ao tartufo, este ano com ótimos resultados. Mas o que é o tartufo e quais são os seus efeitos sobre nós? Reconhecido como iguaria rara e de grande importância na gastronomia, o tartufo branco (Tuber magnatum) sempre despertou grande curiosidade nos apaixonados
pelo Piemonte e sua gastronomia. Ao longo dos anos o fungo se difundiu em muitos restaurantes de alta gastronomia no mundo, estrelados ou não. Será um afrodisíaco ou apenas mais uma ferramenta de marketing utilizada pela alta gastronomia? Há algum mistério? O tartufo emana aromas intensos de feno molhado, terra úmida, notas de mel, alho, cogumelos e ervas. Seu sabor é muito agradável. Em 100 gramas de produto há quase 83 gramas de água. O restante é composto por potássio, proteínas, lipídios, fibras e azoto. Nasce em locais frescos e úmidos, em terrenos argilosos-calcário e pH neutro. Existe uma série de plantas que ajudam o tarfufo a se desenvolver diretamente próximos a sua raiz. Na Itália, tais espécies se concentram em sua grande maioria no Piemonte, como castanheira, aveleira, nogueira e carvalho. Geralmente, o tartufo branco é consumido cru, cortado em pequenas e fi níssimas fatias.
Análises demonstram que, além de água, o tartufo possui Androstenol, também conhecido como 5α-androst-16-en-3α-ol, um feromônio esteroidal e neurosteróide, presente em humanos e em outros mamíferos, notadamente em porcos. Presente na saliva dos suínos, ativam as fêmeas quando ingerem o tartufo para o acasalamento. O mesmo hormônio é encontrado na urina das mulheres e no suor dos homens. Alguns cientistas afi rmam que, também na nossaespécie, esse hormônio ativa nossa parte sexual e, desta forma, atribuem ao tartufo propriedades afrodisíacas. Verdade ou não, vale experimentar!
Cheers, até a próxima!

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