Rótulo: O Meio é a Mensagem

Quanto pode um rótulo ou um estilo de garrafa influenciar o ato da compra?

Pode ser considerado clichê, mas é verdade: o meio é a mensagem. E quando se trata de alimento ou, mais especificamente, de vinho? A etiqueta e a garrafa podem ter o poder de atrair o consumidor e influenciar sua decisão de compra? Empreendedores jovens que vêm trabalhando em conjunto com artistas gráficos parecem compreender que a etiqueta pode ajudar a vender o vinho, mas quanto eles podem ser decisivos?

O vinho é uma das bebidas mais antigas e algumas vinícolas existem desde sempre. Na França, por exemplo, há leis
sobre o que se pode ou não fazer com o design da garrafa.

Rótulo

Os vinhos são classificados por região e cada uma possui regras restritas sobre as condições de cultivo dos vinhedos. Assim recebem a permissão de descrevê-los nas etiquetas das suas garrafas. É por esse motivo que a imagem do château nas etiquetas dos vinhos franceses é importante.

Já em outros países, como principalmente nos Estados Unidos, essas regras são bem mais flexíveis. Por esse motivo,
as pesquisas americanas sobre o design das etiquetas versus a decisão de compra do vinho são mais debatidas e aprofundadas.

Várias lojas de vinhos em Nova York (entrevistadas por Vinepair.com) afirmam que no varejo a etiqueta faz diferença no momento da compra. As garrafas de vinho mais vendidas são aquelas que de alguma forma atraem a atenção do consumidor. Um exemplo são aquelas com algum desenho.

Por outro lado, a percepção é que a etiqueta poderá fazer a diferença apenas se o consumidor estiver na dúvida quanto à escolha de dois tipos de vinho com o mesmo preço. Nesse caso, a etiqueta pode influenciar a escolha final.

Não somente a etiqueta, mas também o modelo de garrafa exerce influência e é, do ponto de vista do consumidor, reputado como importante. Uma etiqueta não convencional ajuda a chamar atenção do consumidor. “Uma etiqueta com cores luminosas e claras, em um vinho branco, por exemplo, pode induzir o consumidor a perceber esse vinho como fresco e com certa ’ginga‘, mais do que um vinho com uma etiqueta pastel, considerada monótona”, afirma Brian Wansink, diretor do Food and Brand Lab na Universidade Cornel (EUA ).

Por outro lado, é importante também considerar o tipo de consumidor que decide a compra com base na etiqueta do vinho. Lendo um artigo sobre o assunto, achei a seguinte definição, no mínimo divertida, sobre os consumidores entusiastas e casuais do vinho: “críticos acidentais do design”. São esses consumidores de vinho menos informados e que cujo conhecimento talvez chegue a apenas “sua região de vinhos favorita” ou “gostam de um tipo de uva”. Esses tendem a escolher e a decidir a compra do vinho olhando o “design” da etiqueta.

Selecionamos alguns exemplos de etiquetas com design pouco convencionais para escolherem quais desses vinhos comprariam com base na sua etiqueta!

Até a próxima. Cheers!

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