Wine Bar: degustação informal de vinhos é nova tendência

O conceito de Wine Bar com degustação de vinhos em um ambiente despretensioso vem ganhando mais adeptos

Desde os anos 90, quando o conceito de wine bar se tornou tendência, o consumo de vinho vem passando por algumas mudanças. Naquela época, o protocolo parecia espantar os novatos no mundo da enologia. Porém, atualmente há uma corrente que busca oferecer uma experiência de degustação mais descomplicada, que tende a agradar os iniciantes e não parece ser encontrada em restaurantes ou bodegas regulares, mas sim na evolução dos bares de vinho.

A nova proposta é que esse tipo de estabelecimento seja um ambiente despretensioso, com o objetivo genuíno de proporcionar aos clientes uma degustação personalizada de acordo com preferências individuais e que independa do seu grau de entendimento sobre o assunto.

Degustação democrática

(Fonte: Unsplash/Kelsey Chance)

Parece que estamos finalmente nos distanciando da forma tradicional como o vinho era apresentado, com pompa e formalidade excessivas, além de preços altos. Se a ideia é simplificar e democratizar, isso significa oferecer uma vivência sem palestras ou um sommelier ditando o ritmo. Na verdade, o cliente aprecia com calma e pode tirar dúvidas ou pedir indicações ao profissional no momento em que desejar. O mercado busca também se aproximar de uma geração mais jovem, que dificilmente se dispõe a experimentar uma degustação formal em uma sexta-feira à noite.

Esse distanciamento do wine bar como um lugar para aprender sobre a bebida pode ser positivo. Afinal, uma das grandes desvantagens de ter o espaço de um bar de vinhos associado tão intimamente à educação sobre enologia é que ele acaba deixando de ser atrativo para uma boa parte dos clientes. De certa forma, essa postura segrega a experiência.

Você pode quebrar as regras

A degustação de vinho tradicional apresenta muitas regras de harmonização. Existe o vinho ideal para diferentes tipos de pratos ou estações do ano, o que pode soar intimidador. É por esse motivo que as regras podem ser quebradas sem medo no wine bar. É claro que faz parte do papel do sommelier indicar o que é, ou não, ideal em cada ocasião. E ele, sem dúvidas, deve alertar o cliente caso as escolhas não estejam em harmonia. Mas se o que realmente importa é que a experiência esteja de acordo com o gosto individual de cada um, então você pode pedir um vinho rosé no inverno ou um tinto no verão, sem se preocupar.

Preço justo

Um bom wine bar não vende vinhos a preços acima do que o mercado tende a oferecer. Esse é outro ponto positivo dessa nova postura adotada pelos bares de vinho: tornar a experiência mais acessível financeiramente. Então, se você está em busca de um vinho barato, não hesite em pedir isso. Um bom sommelier indicará exatamente o que você precisa e deseja.

Capitais preparadas

Esse conceito já pode ser visto pelo Brasil. A cidade de São Paulo, por exemplo, conta com uma grande variedade de bares nesse estilo. O Bardega, por exemplo, localizado no bairro Itaim Bibi, oferece diversos rótulos do mundo todo e que podem ser degustados em um ambiente aconchegante. O Bocca Nera, também na capital paulista, trabalha com um rodízio de vinhos por um preço fixo.

Em Botafogo, no Rio de Janeiro, também é possível encontrar opções interessantes de wine bar, como a Wine House. O local é comandado pelo casal Selene e Dominic Perry — ela brasileira e ele, inglês. Com mais de 50 rótulos nacionais e importados, a proposta é ser aconchegante e informal com uma dose do jeitinho carioca de ser.

 

Autoria: Maria Eugenia Jafferian Mauger.

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